Linha do Tempo
      LEONILSON
1957

Nasce em 1º de março, na cidade de Fortaleza, Ceará.

1961-1978
Muda-se com a família para São Paulo e frequenta colégios de orientação católica. Na adolescência faz cursos livres na Escola Panamericana de Arte, e cursa o segundo grau na Escola Técnica de Turismo Ideal, onde conhece o crítico Casimiro Xavier de Mendonça.
Em 1977 ingressa no curso de licenciatura em educação artística na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde assiste aulas de Nelson Leirner, Julio Plaza e Regina Silveira; concomitantemente, frequenta a Escola de Artes Áster, onde tem aulas de aquarela com Dudi Maia Rosa. Nessa época, faz sua primeira viagem à Europa. Divide ateliê com o artista e amigo Luiz Zerbini e expõe, pela primeira vez, no Salão Arte e Pensamento Ecológico, em Santos/SP.

1979
Expõe no IV Salão de Arte Contemporânea de Jundiaí da Associação dos Artistas Plásticos, e recebe o prêmio de aquisição Duratex pela obra “Carta ao Amigo III”.

1980
Acontece sua primeira mostra individual Cartas a um amigo, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM BA), em Salvador, e participa de exposições coletivas, entre elas Desenho jovem, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) e Panorama 80 - Desenho e Gravura, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM SP). Ainda neste ano abandona o curso da FAAP.

1981
No início do ano transfere-se temporariamente para Madri, onde realiza sua primeira exposição individual internacional: Cartas al hombre, na Galeria Casa do Brasil; na mesma galeria expõe com Luiz Zerbini na mostra José Leonilson e Luiz Zerbini e participa da coletiva Viva Arte Brasileña. Viaja por diversas cidades europeias entre elas Nienburg Weser, Paris, Cuenca, Frankfurt, Florença, Milão e Barcelona. Em Milão conhece o artista Antonio Dias, que o apresenta ao crítico Achille Bonito Oliva, mentor da Transvanguarda italiana; participa de uma mostra no Studio D’Art Cannaviello; e, na cidade de Lecce, da coletiva Giovane Arte Internazionale na Galleria Giuli.

1982
De volta à Europa viaja pela Itália, Alemanha e Portugal. Expõe individualmente na Galeria Pellegrino, em Bolonha, e participa de feiras de arte na Alemanha, Suíça e Espanha. No Brasil, começa a fazer parte do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, com criação de cenários, figurinos, objetos de cena e textos.

1983
Em São Paulo e no Rio de Janeiro acontecem as primeiras apresentações oficiais do espetáculo A Farra na Terra, do Grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone. Realiza as individuais Leonilson – Desenhos Pinturas na Galeria Luisa Strina, em São Paulo, Leonilson – Pinturas e Desenhos na Thomas Cohn Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro, e Leonilson na Galeria Tina Presser, em Porto Alegre. Conhece a artista Leda Catunda. Participa de diversas coletivas como da exposição inaugural da Arte Galeria, em Fortaleza, da mostra À Flor da Pele – Pintura e Prazer, no Centro Empresarial Rio, no Rio de Janeiro, e Brasil Pintura na Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte. Participa do 6º Salão Nacional de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde recebe o prêmio Referência Especial do Júri com a obra "O lobo azul".

1984
Cria um painel com pedras portuguesas pretas e cerâmica branca, que reveste uma caixa d'água localizada na praia de Iracema, em Fortaleza e, ainda na cidade, realiza a individual Leonilson – Fortaleza na Arte Galeria. Participa de diversas coletivas, entre elas a Sergio / Cozzolino / Leonilson / Leda na Galeria Luisa Strina, Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira no MAM SP, e a emblemática exposição Como Vai Você, Geração 80?, na recém-formada Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro.

1985
Viaja à Europa e visita Bolonha, Milão e Paris. Participa da XIII Nouvelle Biennale de Paris, e, posteriormente, expõe na mostra coletiva Droits de l’homme et liberte, em Paris. Viaja a Buenos Aires para participar da exposição coletiva Nueva pintura brasileña, no Centro de Arte y Comunicación. De volta ao Brasil, conhece o artista Daniel Senise e participa da coletiva Velha Mania, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Faz parte da XVIII Bienal Internacional de São Paulo, quando é apresentado ao artista alemão Albert Hien. Expõe individualmente nas galerias Luisa Strina, Thomas Cohn Arte Contemporânea e Espaço Capital (Brasília).

1986
Visita diversos países e cidades da Europa como Lisboa, Paris, Milão, Munique, Dusseldorf, Bonn, Roma, Pompéia, Ercolano, Frankfurt, Barcelona e Madri. Expõe na Galeria Walter Storms, em Munique, ao lado do artista Albert Hien; nessa ocasião, também em parceria com Hien, constrói a obra efêmera vulcão de neve (título atribuído) e a instalação How to Rebuild at Least One Eight Part of the World. É apresentado, por Albert Hien, ao marchand holandês Jack Visser. Em Madri realiza uma individual na Galeria Casa do Brasil. No Brasil participa de coletivas como A Nova Dimensão do Objeto, no MAC USP, e Transvanguarda e Culturas Na¬cionais, no MAM RJ. Em Fortaleza constrói um vulcão de areia para a I Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras. Ganha o prêmio Menção Especial pela participação na Bienal Latinoamericana de Arte sobre Papel.

1987
É convidado para a residência artística na Villa Waldberta, em Munique, nos meses de maio e junho. Realiza as individuais Moving Mountains, no Kunstforum, em Munique, O pescador de palavras, na Galeria Luisa Strina e Usina de arte, na Galeria Usina Arte Contemporânea (Vitória/ES); participa de várias coletivas, com destaque para a Ouverture Brésilenne, no Centre D’Art Contemporain, em Paris, a itinerante Modernidade – Arte Brasileira do Século 20 no Musée d'Art Moderne de La Ville de Paris e MAM SP. Viaja, pela primeira vez, para Nova York.

1988
Acontece a exposição individual O inconformado, na Galeria Thomas Cohn Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro. Viaja a Nova York, Berlim, Paris e Amsterdã. Participa das coletivas Albert Hien/Leonilson e Seven Artists on Invitation, na Pulitzer Art Gallery, em Amsterdã, e da exposição itinerante Brasil já, no Museum Morsbroich, em Leverkusen, na Galerie Landesgirokasse, em Stuttgart e no Sprengel Museum, em Hanover. Participa ainda, como artista convidado, da mostra Arte Hoje – 88 / XIII Sslão de Arte de Ribeirão Preto, na Casa da Cultura.

1989
Viaja à Europa e aos Estados Unidos. O Ministério da Cultura da França convida o artista para fazer uma gravura comemorativa dos 200 anos da Revolução Francesa, que fará parte da exposição itinerante Estampes et Revolucion, 200 Ans Après. Em Paris é lançado o álbum de 16 litogravuras Leonilson – Estigmas, Curiositas, Exvagus, editado por Georges Rucki, com tiragem original numerada e assinada. Acontecem as mostras individuais: Leonilson, na Galeria Luisa Strina, em São Paulo; Não hás de temer, na Galeria Gesto Gráfico, em Belo Horizonte; e os Bombeiros não são corruptos, na Galeria Espaço Capital, em Brasília. Participa também do Panorama da Arte Atual Brasileira/Pintura, no MAM SP, e das coletivas Fábio Cardoso / Leonilson / Daniel Senise / Luiz Zerbini no MASP; Oito artistas Pintam a Revolução Francesa, na Galeria Artes Casa da Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro e da Arte Contemporânea São Paulo – Perspectivas Recentes, no Centro Cultural São Paulo.

1990
Visita Londres duas vezes, viaja a Nova York, Paris, Veneza e Amsterdã. São realizadas exposições individuais na Pulitzer Art Gallery, em Amsterdã, e no Centro Cultural São Paulo. Participa do Salão Nacional, no Museu de Arte de Brasília, no qual recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas.

1991
Viaja ao Estados Unidos, passando por Nova York, Los Angeles e Chicago. Em Março, é convidado a ilustrar a coluna semanal da jornalista Barbara Gancia, no jornal Folha de S. Paulo. Participa coletivas, tais como Viva Brasil viva, no Liljevalchs Konsthall, em Estocolmo, Brasil: la nueva generación, na Fundación Museo Bellas Artes, em Caracas, BR/80 Pintura Brasil década 80, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, Instalação Porto 91, no Porto de Vitória (ES). Expõe individualmente na Thomas Cohn Arte Contemporânea e pela primeira vez na Galeria São Paulo, de Regina Boni. Em agosto, um teste releva que é soropositivo ao vírus HIV.

1992
É curador e organizador da exposição Um olhar sobre o figurativo, na Galeria Casa Triângulo, em São Paulo. Viaja para Amsterdã, Munique, Paris e Nova York. Expõe nas coletivas Hien, Leonilson e Ebinger, na Pulitzer Art Gallery, em Amsterdã, X Mostra de Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu de Gravura da Cidade de Curitiba; Caminho de Niterói, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro e Branco dominante, na Galeria São Paulo. Tem obras expostas na 10a Exposição Brasil – Japão Arte Contemporânea, exposição que percorre diversas cidades do Japão; e na exposição itinerante Coca-Cola 50 Anos com Arte, no MAM RJ e posteriormente no MAM SP. A convite do Governo do Estado de São Paulo e da Pinacoteca realiza uma gravura comemorativa ao centenário de Mário de Andrade (1993). Participa da comissão de seleção de portfólios no Centro Cultural São Paulo, com os críticos de arte Fabio Magalhães e Sônia Salzstein, o artista plástico Carlos Fajardo e o filósofo José Américo Motta Pessanha.

1993
Expõe em individuais na Galeria São Paulo e Thomas Cohn Arte Contemporânea. Participa da exposição coletiva Arte Moderna Brasileira na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM RJ, e da itinerante Cartographies, que tem início na Winnipeg Art Gallery, no Canadá. Realiza seu último trabalho, uma instalação intitulada Instalação sobre duas figuras na Capela do Morumbi, em São Paulo, mas não chega a vê-la montada. Em 28 de maio, falece em São Paulo, na casa do pais e em companha da família. É homenageado em duas mostras individuais: na Galeria Thomas Cohn Arte Contemporânea e na Pulitzer Art Gallery, em Amsterdã. A família e os amigos do artista se juntam e fundam, informalmente, o Projeto Leonilson com o objetivo de pesquisar, catalogar, preservar e divulgar a obra e vida do artista.

1994
Em São Paulo recebe homenagem póstuma e Prêmio APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte, pela sua exposição individual na Galeria São Paulo e pela instalação na Capela do Mo¬rumbi, ambas em 1993. Sua obra participa de exposições coletivas como Bienal Brasil Século XX e Outros territórios: Travessia pela sexualidade, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Na Galeria Luisa Strina e na Galeria Camargo Vilaça acontecem exposições coletivas e simultâneas Projeto Leonilson com obras doadas por amigos, com o objetivo de angariar fundos para a Sociedade Amigos do Projeto Leonilson.

1995
Em parceria com o Projeto Leonilson é realizada a mostra retrospectiva Leonilson: são tantas as verdades na Galeria de Arte do SESI, em São Paulo. Nessa ocasião, acontece o lançamento do primeiro livro sobre o artista de título homônimo e autoria de Lisette Lagnado, curadora da exposição e, também, o lançamento do múltiplo da escultura de bronze Escadinha, com tiragem póstuma e numerada. No Paço Imperial, Rio de Janeiro, é realizada a individual Zé. Tem obras expostas em exposições coletivas no The Drawing Center, em Nova York, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte, e nas galerias: Galeria de Arte Valu Oria, Galeria Nara Roesler e Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo. É oficializada a Sociedade Amigos do Projeto Leonilson.

1996
São realizadas mostras coletivas no Brasil e no exterior como Projects: Oliver Herring / Leonilson no MoMa, Nova York, A Fortaleza no Centro Cultural da Abolição, em Fortaleza, e as itinerantes 15 Artistas Brasileiros no MAM SP, MAM BA (1997) e MAM RJ (1997), e Arte Brasileira Contemporânea no Bayer AG-Foyer Hochhaus W1, Bayer Ag-Feierabendlhaus, ambos na Alemanha, terminando a itinerância no MAM SP. Na Galeria Casa Triângulo é realizada a exposição Ouro de Artista com a finalidade de angariar fundos para a Sociedade Amigos do Projeto Leonilson, na qual acontece o lançamento do múltiplo da escultura de bronze Os Foguinhos, de fundição póstuma com tiragem numerada. É realizada a exposição individual Leonilson: Selected Works na Randolph Street Gallery, em Chicago. A mostra Leonilson: São Tantas as Verdades itinera para o Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil e no ano seguinte para o Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte.

1997
Com apoio do Projeto Leonilson é lançado o primeiro curta-metragem sobre Leonilson intitulado Com o oceano inteiro para nadar, com produção da RioArte e direção de Karen Harley; e o segundo livro sobre a obra do artista Use, é lindo, eu garanto, com texto de Ivo Mesquita e que traz os desenhos realizados para o jornal Folha de São Paulo. Sua obra participa da V Bienal Internacional de Istambul, e recebe uma homenagem no XXV Salão de Arte Contemporânea de Santo André. Participa de exposições coletivas no Brasil e exterior. Mostras individuais são apresentadas no Museu de Arte Contemporânea de Americana, Leonilson: O Solitário Inconformado; no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM SP), Doações Recentes: Coleção Theodorino Torquato Dias e Carmem Bezerra Dias; e no Centro Cultural Light, Leonilson, no Rio de Janeiro.

1998
Sua obra participa da XXIV Bienal Internacional de São Paulo, sendo a imagem do trabalho O Globo escolhida como logotipo do evento. Participa de exposições coletivas pelo Brasil, como Os Anos 80 na Marina Potrich Galeria de Arte, em Goiânia, Arte Contemporânea Brasileira – um e outro – XXIV Bienal Internacional de São Paulo no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, Afinidades Eletivas I: O Olhar do Colecionador na Casa das Rosas, em São Paulo, e as itinerantes Medidas de Si no MAM-SP e no Instituto Itaú Cultural em Campinas; e O Suporte da Palavra no MAM-SP e Instituto Itaú Cultural, em Belo Horizonte. A mostra individual Leonilson é exibida na Galeria Thomas Cohn, em São Paulo. É lançada a segunda edição do livro Leonilson: são tantas as verdades.

1999
O Projeto Leonilson lança o múltiplo da escultura de bronze Sagrado Coração, com tiragem póstuma numerada. No livro Imagem Escrita, a autora Clara de Góes articula seu trabalho com textos e obras de Leonilson. Sua obra participa de quatro exposições coletivas no MAM SP: 80 Anos de Arte no Brasil; Devoção; Figuras, quase figuras; e Paisagem sublime; e da 12a Mostra de Gravura de Curitiba – Marcas do corpo, dobras da alma no Museu da Fotografia Cidade de Curitiba/Solar do Barão.

2000
A Instalação sobre duas figuras faz parte do núcleo de arte contemporânea da mostra itinerante Redescobrimento Brasil + 500 Anos realizada na Fundação Bienal, em São Paulo, e, posteriormente, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. Participa de exposições coletivas no Brasil e no exterior como Versiones del Sur: Cinco Propuestas em Torno al Arte en America, no Museu Reina Sofia em Madri; Um Oceano Inteiro Para Nadar na Fundação Caixa Geral de Depósitos em Lisboa; Brasil: Psicanálise e Modernismo no MASP e O Papel da Arte na Galeria de Arte do SESI, em São Paulo.

2001
Tem obras expostas em mostras coletivas como ARS 01 – Unfolding Perspectives no Kiasma Museum of Contemporary Art, em Helsinque, na Finlândia, Aquarela Brasileira no Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, Trajetória da luz na arte brasileira no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo; Coleção Liba e Rubem Knijnik – Arte Brasileira Contemporânea no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Aldo Malagoli (MARGS), em Porto Alegre; e nas itinerantes Fio da Trama / El Hilo de la Trama / The Thread Unraveled no Museo del Barrio em Nova York, e no Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), em 2002; O Espírito da nossa Época - Coleção Dulce e João de Figueiredo Ferraz no MAM SP e no MAM RJ; e Espelho Cego: Seleções de uma Coleção Contemporânea no Paço Imperial, Rio de Janeiro, MAM SP e Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), em Recife, em 2002.

2002
Suas obras são apresentadas em diversas exposições coletivas em São Paulo como 28 (+) Pintura no Espaço Virgílio Arte Contemporânea, Nefelibatas no MAM SP, e Mapa do Agora no Instituto Tomie Ohtake; no Rio de Janeiro: Caminhos do Contemporâneo no Paço Imperial, Pintura dos Anos 80 no MAM-Città América; e Diálogo, Antagonismo e Replicação na Coleção Sattamini no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói); em Fortaleza: Ceará Redescobre o Brasil, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC Ceará) / Centro Dragão do mar de Arte e Cultura; e em Brasília, na exposição Fragmentos a seu Imã – Obras Primas do MAB, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio ECCO.

2003
Em homenagem aos dez anos de sua morte acontecem, em São Paulo, as exposições A Moda de Leonilson na Galeria do Hotel Lycra, Leonilson na XVIII Bienal de São Paulo – 1985 no octógono da Pinacoteca do Estado de São Paulo, e Leonilson: fique firme, seja forte na Galeria Luisa Strina. A Galeria Vermelho realiza a exposição Subjetiva Vizinhos, com obras de jovens artistas, cujos trabalhos traçam um paralelo com a obra de Leonilson, e lança livro com título homônimo de autoria de Paula Alzugaray, curadora da exposição. Sua obra participa de coletivas como 2080 no MAM SP; Ordenação e Vertigem no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo; Arte em Movimento na Galeria de Arte do BNDS, no Rio de Janeiro; A Nova Geometria na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo; Imagetica no Memorial de Curitiba; e Pulse: Art, Healing and Transformation no Institute of Contemporary Art, em Bostom, Estados Unidos. No MAM SP tem início a itinerante Panorama da Arte Brasileira 2003(desarrumado) 19 Desarranjos, que segue posteriormente para o Paço Imperial, no Rio de Janeiro e nos anos seguintes para o MAMAM (2004), no Recife, Museo de Arte Contemporánea de Vigo (2005), em Vigo na Espanha, encerrando no Museo de Arte del Banci de la Republica de Bogotá (2008), na Colômbia. A TV Senac e Documenta Vídeo Brasil, com apoio do Projeto Leonilson, lançam dois documentários sobre vida e obra do artista: Leonilson tantas verdades e O Legado, ambos dirigidos por Cacá Vicalvi.

2004
O grupo Alpendre, coordenado por Andrea Bardavil, realiza, em Fortaleza, o espetáculo O tempo da paixão ou desejo é um lago azul, baseado na vida e obra do artista. Em comemoração aos 20 anos da emblemática exposição no Parque Lage é realizada a mostra Onde está você, Geração 80? no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, e posteriormente no Museu do Estado, em Recife, e no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília. Também tem suas obras mostradas em exposições coletivas no Brasil: Encontros com o Modernismo – destaques do Stedelijk Museum Amsterdam na Estação Pinacoteca; e Entre Outros... Uma coleção na Galeria Arte 57, em São Paulo; Arte Contemporânea Brasileira nas Coleções do Rio no MAM RJ; Invenção de Mundos – Coleção Marcantonio Vilaça, no Museu do Vale do Rio Doce, em Vila Velha (ES); e no exterior: MoMA at el Museo – Latin America & Caribean Art From The Collection of The Museum of Modern Art no El Museo del Barrio, em Nova York; e HIV / AIDS in the Age of Globalization no Museum of World Culture, em Gotemburg, na Suécia.

2005
É inaugurada a Biblioteca de Artes Visuais Leonilson no MAC Ceará / Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Em São Paulo a Galeria Luisa Strina apresenta a individual Leonilson – desenhos, e em Fortaleza o MAC Ceará celebra a doação de um conjunto de obras do Leonilson – doadas pela Família do artista, por intermédio do Projeto Leonilson – com a exposição Proposta de Doação ao Centro Dragão do Mar. É apresentada a mostra Leonilson: longo caminho de um rapaz apaixonado, em Buenos Aires e depois em Rosário, na Argentina. Participa de mostras coletivas como [NE] Fronteiras, Fluxos e Personas, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza; Jogo da Memória, no MAM RJ; Dor, Forma e Beleza, na Estação Pinacoteca, SP; Desenhos: A – Z, na Galeria Porta 33, Ilha da Madeira, Portugal; 25 years of the Deutsche Bank Collection, no Deutsche Guggenheim, em Berlim, na Alemanha; Romance [a novel], na Cristina Guerra Contemporary Art, em Lisboa, Portugal; e Inverting the Map – Latin American Art From the Tate Collection, na Tate Liverpool, Inglaterra.

2006
É lançada a segunda edição do livro Use, é lindo, eu garanto, com texto inédito de Barbara Gancia. É organizada a individual Deserto, no Museu Victor Meirelles, em Florianópolis. Obras suas são exibidas em coletivas como no MAM SP, na exposição Sem título, 2006: Comodato Eduardo Brandão e Jan Fjeld; no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, na mostra Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea; e no MoMa, na exposição Transforming Chronologies: an Atlas of Drawings – Part II. Na Alemanha acontece a itinerante coletiva Blind Date, no Prelacy of the Benedictine Monastery / Galerie Kunstforum Altes Haus, em Selingenstadt, e depois no Museum Moderner Kunst Stiftung Worlen, em Passau-Baviera. A obra pública do artista, Torre na praia, localizada na praia de Iracema, em Fortaleza-CE, é restaurada e reinaugurada em uma parceria do Projeto Leonilson com a Prefeitura de Fortaleza.

2007
Em homenagem ao aniversário de 50 anos do artista, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, em parceria com o Projeto Leonilson, organiza a mostra Leo, 50, na Estação Pinacoteca, em São Paulo. Nessa ocasião acontece o lançamento do múltiplo da escultura de bronze Espadinha, de fundição póstuma, com tiragem numerada. É homenageado, também, com a individual L. 50 no MAC Ceará, em Fortaleza. Na 52o Biennale di Venezia - Pensa com i Sensi / Senti com la Menti – L’Arte al Presente tem sua obra apresentada em uma sala especial, localizada no pavilhão principal. Com apoio do Projeto Leonilson, a Editora Paulinas publica o livro infantil Leonilson: gigante com flores, de Renata Sant’Anna e Valquíria Prates, curadoras da exposição infanto-juvenil Diário de bordo: uma viagem com Leonilson realizada na Caixa Cultural São Paulo e posteriormente na Caixa Cultural Brasília (2008), Caixa Cultural Salvador (2008) e Galeria de Arte da Universidade de Fortaleza – UNIFOR (2009). Suas obras participam de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior. O dançarino e coreógrafo Marcos Sobrinho apresenta o primeiro de uma série de três espetáculos de dança livremente inspirados na obra de Leonilson intitulado El Puerto.

2008
Ganha sala especial no 41o Salón Nacional de Artistas en Cali: Presentación y Representación, no Museu de Arte Moderno La Tertúlia, em Cali, Colômbia. Em São Paulo é apresentada a mostra Leonilson desenhos, no Centro Universitário Maria Antônia / USP. Tem obras em coletivas como Moderno ou Contemporâneo no MAM SP, MAM 60 na Oca – Parque Ibirapuera; Traçados Modernos e Contemporâneos na Galeria de Arte Marcelo Guarnieri, em Ribeirão Preto; Figurações, Sonhos e Desejos no MAC Niterói; e Make Art / Stop Aids, no Fowler Museum at UCLA, em Los Angeles. Participa da exposição Quando Vidas se Tornam Forma: Diálogo com o Futuro – Brasil – Japão, no MAM SP, que posteriormente itinera para o Museum of Contemporary Art Tokyo (MOT) e para o Hiroshima City Museum of Contemporary Art (2009). É apresentado, por Marcos Sobrinho, o espetáculo da dança O ilha, segundo da série de três espetáculos inspirados na obra de Leonilson.

2009
É organizada a mostra O Jovem Leonilson – desenhos 1974-1982, na Galeria Luisa Strina. Sua obra participa de exposições coletivas como Memorial Revisitado, 20 anos no Memorial da América Latina; Atenção: estratégias para perceber a arte no MAM SP; Um Mundo Sem Molduras no MAC USP; Contemporâneo x Moderno na Galeria Daslu; Coletiva 09 na Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro; ENTRE/SÉCULOS - Acervos Públicos do Distrito Federal no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília; e En Todas Partes – Politicas de la Diversidad Sexual en el Arte, no Centro Galego de Arte Contemporanea em Santiago de Compostela, na Espanha. Na Galeria Vermelho acontece o lançamento do álbum Leonilson – 10 Linoleogravuras [edição de colecionador], conjunto de gravuras originais inéditas realizadas por Leonilson em 1986, impresso pela Xisto Colonna, numa parceria entre Dodora Guimarães, Projeto Leonilson e a família do artista.

2010
Tem obras na 29a Bienal Internacional de São Paulo – Há sempre um copo de mar para um homem navegar e de diversas coletivas entre elas Modelos para armar – Pensar Latinoamerica desde la Colección MUSAC, no Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León, em León, na Espanha; Contemporary Art from the Colection no MoMa, em Nova York; e Estampes et Révolution, 200 ans aprés - une comande du bicentenaire no Musée de la Révolution française, em Vizille, França.

2011
Com apoio do Projeto Leonilson e curadoria de Bitú Cassundé e Ricardo Resende acontece a mostra retrospectiva Sob o peso dos meus amores no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. O espetáculo Dedicate é apresentado por Marcos Sobrinho no Itaú Cultural, como programação paralela à exposição, finalizando a série de três espetáculos de dança idealizados pelo coreógrafo, inspirados na obra de Leonilson. A Galeria LOGO e o Projeto Leonilson apresentam a exposição “Solitário Inconformado” e outras gravuras de Leonilson; nessa ocasião acontece o lançamento da gravura comemorativa Solitário Inconformado de tiragem póstuma e numerada, realizada a partir de desenho do artista. Tem obras apresentadas em exposições coletivas no Brasil e no exterior como Sobrevitória – Usina de Arte Contemporânea 25 anos depois no Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), em Vitória; O Colecionador de sonhos, no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto; Labirintos da icnografia, no MARGS, em Porto Alegre; I am Still Alive: Politics and Everyday Life in Contemporary Drawing, no MoMa, em Nova York, Estados Unidos, e Untitled – 12th Istanbul Biennial, na Turquia.

2012
Na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, acontece a itinerância da retrospectiva Sob o peso dos meus amores. Tem obras exibidas na mostra voltada ao público infantil Arte à primeira vista, realizada no SESC São Carlos e depois no SESC Sorocaba (2013), em São Paulo; e na 3ra Trienal Poli/gráfica de San Juan: América Latina y El Caribe – El Panal / The Hive, exposição que acontece simultaneamente em diversos locais de San Juan, em Porto Rico. A exposição Sob o peso dos meus amores (Fundação Iberê Camargo, RS) é escolhida como destaque do ano de 2012 pela revista internacional especializada ArtForum.

2013
É realizada a individual Leonilson inflamável no MAC Ceará; na ocasião é lançado o curta Leonilson, sob o peso dos meus amores, com direção e roteiro de Carlos Nader, produção do Instituto Itaú Cultural e apoio do Projeto Leonilson. Tem obras nas exposições coletivas Order, Chaos and the Space Between, no Phoenix Art Museum, nos Estados Unidos; Conclusions never comes. Collection of drawings of madeira - Coleção de desenhos da madeira na El Brocense Art gallery, em Cárceres, Espanha; As tramas do tempo na arte contemporânea: estática ou poética no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto; Trajetórias – arte brasileira na Coleção Fundação Edson Queiroz – Unifor 40 anos, no Espaço Cultural Unifor, em Fortaleza; O artista como autor / o artista como editor, MAC USP; Geração 80, na Galeria Berenice Arvani; e 30 x Bienal – Transformações na arte brasileira da 1a a 30a edição, na Fundação Bienal de São Paulo. A peça Duo sobre desvios, inspirada nas obras de Leonilson e Bartolomeu Campos de Queirós, é apresentada pelos atores Cadu Cinelli e Fabrício Moser no Rio de Janeiro.

2014
São realizadas duas exposições individuais do artista em São Paulo: Leonilson: Truth, Fiction, de curadoria de Adriano pedrosa, na Estação Pinacoteca; e Leonilson: verdades e mentiras, na Galeria Superfície. Em parceria do Projeto Leonilson com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, por ocasião da exposição na Estação Pinacoteca, é lançada uma gravura comemorativa, de tiragem póstuma e numerada, realizada a partir de uma matriz de serigrafia feita por Leonilson em 1983; e o livro Leonilson: Truth, Fiction, organizado por Adriano Pedrosa (Ed. Cobogó). Obras de Leonilson participam de exposições coletivas no exterior como The Marvelous Real, no Museum of Contemporary Art Tokyo (Tóquio/Japão); Unbound: Contemporary Art after Frida Kahlo no Museum of Contemporary Art Chicago (Chicago/Estados Unidos); e 10 años después: Post Emergencias en la Colección MUSAC, no Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León (Leon/Espanha). No Brasil tem obras expostas em diversas coletivas como Afetividades Eletivas na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube em Belo Horizonte; Tupi or not Tupi, em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer; em Fortaleza, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará na exposição Carneiro, e no Espaço Cultural Unifor na Abstrações - Coleção Fundação Edson Queiroz e Coleção Roberto Marinho; em Porto Alegre, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli nas exposições Distrações da memória – o museu como modo de rever o mundo, e Manifesto: poder, desejo, intervenção; no Rio de Janeiro, na Inventário da Paixão, no Museu Histórico Nacional; em Brasília, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, na Entrecopas - Arte Brasileira 1950 2014; em Vila Velha, ES, no Museu Vale, na mostra Das viagens, dos desejos, dos caminhos. Em São Paulo tem obras nas exposições 140 Caracteres e Diálogos com Palatnik, ambas no MAM; na A Tara por Livros ou a Tara de Papel, realizada na Galeria Bergamin; na Edições e múltiplos: do concretismo ao contemporâneo, na Galeria Superfície, e nas exposições comemorativas em homenagem aos 40 anos da Galeria Luisa Strina: A Galeria Luisa Strina na Coleção Figueiredo Ferraz – no instituto Figueiredo Ferraz em Ribeirão Preto; e Eu represento os artistas, Revisited – na Galeria Luisa Strina.

2015
A exposição individual Leonilson: Truth, Fiction itnera para o Centro Cultural Banco do Brasil em Belo Horizonte. A mostra Arthur Bispo do Rosário e Leonilson: Os Penélope é apresentada no SESC Jundiaí e posteriormente no SESC Sorocaba. Tem obras nas coletivas Corpo da obra, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará; Recortes do Acervo – Pintura e Mensagem de uma Nova América 10ª Bienal do Mercosul, ambas no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, em Porto Alegre; Geração 80: ousadia & afirmação na Galeria Simões de Assis, em Curitiba; O espírito de cada época no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, e em São Paulo participa com obras nas mostras Retratos: the last headline, na Galeria Bergamin, A queda do céu, no Paço das Artes; Concrete Matter, na Galeria Warm; e Paisagem Opaca, no MAM. Em Milão tem obras expostas no Museo del Novecento, na exposição Nuovi arrivi. Opere della donazione Mario e Bianca Bertolini; e nos Estados Unidos, em Dallas, na Galeria The Warehouse, na exposição Geometries On and Off the Grid: At from 1950 to the presente. O Documentário A Paixão de JL, de direção de Carlos Nader e produção do Instituto Itaú Cultural com apoio do Projeto Leonilson, é lançado no Festival É Tudo Verdade / It's All True - 20º Festival Internacional de Documentários, no qual recebe o prêmio principal de Melhor Documentário de longa metragem. O longa ainda participa de outros festivais e mostras pelo Brasil, conquistando os prêmios: Melhor longa-metragem brasileiro, no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; e Melhor longa-metragem – júri popular, no Festival Mostras CURTA-SE (Festival Ibero-americano de Cinema de Sergipe. O Projeto Leonilson é contemplado com um patrocínio direto da Fundação Edson Queiroz para a realização do Catálogo Raisonné do artista, e dá início à produção da publicação, com lançamento previsto para janeiro de 2017.

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